Série do trimestre

O lugar de hoje na faixa do trimestre

4 min · Série até 1 outubro 2026

A tabela acima mostra a cotação de fechamento de hoje colocada dentro da faixa dos últimos três meses. Ela não traz previsão; traz posição. As colunas indicam a máxima, a mínima e onde o fechamento atual se situa entre elas. Essa posição relativa é o que transforma um número solto em informação comparável com o passado recente.

A cotação de hoje só diz algo contra a própria série

Cada linha abaixo é uma referência da mesma série de fechamentos.

ReferênciaVendaAnte hojeAnte a máxima
HojeR$ 5,1809+0,00%-0,82%
Máxima do períodoR$ 5,2236+0,82%+0,00%
Mínima do períodoR$ 5,0638-2,26%-3,06%
Mediana do períodoR$ 5,1414-0,76%-1,57%
Um mês atrásR$ 5,1816+0,01%-0,80%
Início da sérieR$ 5,1717-0,18%-0,99%

O que a faixa do trimestre mostra

A faixa do trimestre é o intervalo entre a maior e a menor cotação de fechamento publicada nos últimos três meses úteis. Ela mostra o quanto o dólar variou nesse período e em que ponto dessa variação o fechamento de hoje se encontra. Uma cotação perto da máxima indica que o dólar está nos níveis mais altos do trimestre; perto da mínima, nos mais baixos.

Essa posição é descritiva, não preditiva. Estar perto da máxima não significa que vai cair, nem perto da mínima que vai subir. A faixa apenas organiza os dados que o Banco Central já publicou, permitindo que o leitor veja o contexto sem depender de memória ou de gráficos externos.

Por que a cotação isolada engana

Um número sozinho não tem referência. A mesma cotação pode ser alta em um trimestre de baixa e baixa em um trimestre de alta. Sem a faixa, o leitor não sabe se está diante de um pico, de um vale ou de um valor no meio do caminho. A faixa resolve isso ao colocar o número de hoje ao lado dos extremos recentes.

Além disso, a cotação isolada esconde a amplitude da variação. Se o dólar andou de lado, a diferença entre máxima e mínima é pequena e qualquer movimento parece grande; se oscilou muito, a mesma diferença é pequena em termos relativos. A faixa dá a escala.

O que a tabela não diz

A tabela mostra a PTAX de fechamento, que é uma referência oficial do Banco Central. Ela não é o preço que um balcão cobra de você: sobre ela incidem spread, tarifa e imposto. A tabela também não mostra o custo de oportunidade de manter dólar, nem o risco de perda com a variação cambial.

Portanto, a posição na faixa informa o momento do mercado, mas não responde se vale a pena comprar ou vender. Essa decisão depende do objetivo do leitor, do horizonte de tempo e dos custos que ele terá na operação. A tabela é ponto de partida, não conclusão.

Como ler a posição de hoje

A posição de hoje é indicada pela distância entre o fechamento atual e os extremos da faixa. Se o fechamento está mais próximo da máxima do que da mínima, o dólar está na parte alta do trimestre; se está mais próximo da mínima, na parte baixa. A distância exata é uma medida relativa, não um número a ser decorado.

Essa leitura é útil para quem acompanha a moeda regularmente, pois substitui a sensação de “está caro” ou “está barato” por um dado verificável. Mas ela não elimina a incerteza: o próximo fechamento pode sair da faixa, ampliá-la ou simplesmente andar dentro dela.

O que muda quando a faixa se move

A faixa do trimestre não é fixa: a cada novo fechamento, a janela de três meses se desloca e os extremos podem mudar. Um dia de forte alta pode ampliar a máxima; um dia de forte baixa pode rebaixar a mínima. Assim, a posição de hoje é sempre em relação a uma faixa que está viva, não a um intervalo congelado.

Isso exige cuidado ao comparar posições em datas diferentes. O lugar “perto da máxima” em um dia pode significar um valor absoluto muito diferente do mesmo lugar em outro dia, porque a própria faixa mudou. A leitura correta é sempre a do dia, com a faixa daquele dia.

A faixa e a decisão de operar

A faixa do trimestre é um dado de contexto, não um sinal de compra ou venda. Ela mostra onde o dólar está em relação ao seu passado recente, mas não informa para onde vai. Quem decide operar com base apenas na posição da faixa está assumindo que o passado recente se repetirá, algo que nenhuma série pública garante.

Antes de decidir, o leitor deve olhar também para os custos da operação, o prazo em que pretende manter a posição e sua tolerância a oscilações. A faixa ajuda a calibrar expectativas, mas a decisão final é sempre individual e fora do alcance de qualquer tabela.

O que esta página usa

FonteBanco Central
SérieTrimestre
PeriodicidadeDiária
TabelaAcima

A seguir, neste guia

Antes de trocar

Perguntas sobre a faixa do trimestre

O que é a faixa do trimestre?

É o intervalo entre a maior e a menor cotação de fechamento da PTAX nos últimos três meses úteis. Ela mostra o quanto o dólar variou no período e em que ponto dessa variação o fechamento de hoje se encontra.

A posição na faixa prevê o futuro?

Não. A posição é apenas descritiva: diz onde o dólar está em relação ao passado recente. Não há nenhuma informação na série que indique para onde ele vai no próximo fechamento.

A tabela mostra o preço que vou pagar?

Não. A tabela mostra a PTAX oficial, que é uma referência do Banco Central. O preço final em um balcão inclui spread, tarifa e imposto, que variam por instituição e não estão na tabela.

Por que a cotação isolada engana?

Um número sem contexto não diz se está alto ou baixo. A faixa fornece esse contexto ao mostrar os extremos recentes. Sem ela, o leitor não sabe se está diante de um pico, de um vale ou de um valor mediano.

A faixa muda todos os dias?

Sim. A janela de três meses se desloca a cada novo dia útil, e os extremos podem mudar se houver um fechamento fora do intervalo anterior. Por isso a posição de hoje é sempre relativa à faixa atual.

Conta de negociação

Uma conta para operar a cotação

Abrir uma conta de negociação é o passo para acompanhar o dólar como posição, não como remessa. Exige identificação, leva um ou dois dias e pode começar em demonstração.